quarta-feira, 24 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Ambos aulões de 1h30 seguidas de um KIRTANZINHO por doação de leite em pó.
terça-feira, 5 de março de 2013
SP - Retiro URBANO: A Arte de não fazer nada
Retiro URBANO: A Arte de não fazer nada
POCKET: "A Arte de não fazer nada: Retiro urbano com vivência em Yoga Restaurativo e Neurofisiologia do Relaxamento com Miila Derzett e Roberto Simões."- Sábado (27 de Abril)
09h00 - Meditação
10h00 - Restaurativa I
11h00 - Neurofisiologia do Relaxamento - Eixo do estresse
13h00 - Almoço
14h30 - Restaurativa II
16h00 - Neurofisiologia do Relaxamento - Sono e descanso
- Domingo (28 de Abril)
09h00 - Prática de Hatha Yoga com meditação
10h30 - Neurofisiologia do Relaxamento - Soteriologia do Yoga
12h00 - Almoço
14h00 - Filme com debate
16h30 - Restaurativa II
Sobre Miila Derzett: Formação em Hatha Yoga com Marco Shultz Simplesmente Yoga. Estudos em Yoga Integrativa com Joseph e Lilian Le Page. Terapeuta Ayurveda pelo Centro de Medicina Indiana no Rio de Janeiro. Especialização em Prana Flow Yoga com Shiva Rea San Francisco/USA. Formação em Relax and Renew com Judith Lasater Nova York /USA. Formação em Advanced Therapeutics Restorative Yoga com Judith Lasater Londres /USA. Assistente Judith Lasater no Canadá e Londres. Curso de Psicologia Budista com Vitor Caruso e Dr Enio Burgos. Iniciada por Thich Nhat Hanh em The Five Mindfulness Trainning Colorado /USA. Administra True Love Yoga, desde 2009. Jornalista formada pela PUCRS, bolsista do Fulbright na bolsa ‘sanduíche’ de Mestrado nos EUA. Voluntária no CEFID da UDESC com o projeto para Terceira Idade ZEN IDADE, em Florianópolis, com aulas de Yoga. Voluntária do Yoga Gives Back no sul do Brasil. Parcei ra do Solar Meninos de Luz no Rio de Janeiro. É aluna especial do Curso de Pós Graduacão em Antropologia da Ufsc.
Sobre Roberto Simões: Estudo e me interesso pela espiritualidade humana. Atualmente investigo, no doutoramento, o Yoga como possível expressão religiosa moderna autônoma, fruto do movimento cunhado de Nova Era. Acredito que o sincretismo do Yoga com a religiosidade brasileira (Umbanda, Candomblé, Santo Daime, Pajelança, Espiritismo e Cristianismo) e a ciência moderna, em especial a fisiologia e a biomedicina, podem ter, de forma ambivalente, ressignificado as suas escrituras "sagradas" e a sua proposta soteriológica em termos pseudocientíficos e reduzido o seu conhecimento em simples benefícios para o bem estar em uma sociedade ávida por sentidos de vida "fast food", quanto possibilitado manter vivo o Yoga em tempos de secularização e desencantamento do mundo. A minha questão reside em revelar se os praticantes modernos de Yoga no Brasil a lcançam (ou buscam ou se interessam ainda) a diminuição dos seus klesas ou apenas almejam beneficiar-se da saúde que a prática ("comprovadamente pela ciência!") pode produzir organicamente em seus adeptos?INFORMAÇÕES PRÁTICAS:
Realização: 27 e 28 de Abril de 2013 (sábado)
Horário: das 09h00 às 17h00
Será realizado no: Núcleo de Yoga Shivalaya - Rua Eliseu de Oliveira, 46 - Brooklin - SP (alt. 901 da Av. Luis Carlos Berrini)
- Inscrições até 05/04 - 2x de R$ 175,00
- Inscrições após 06/04 - 2x de R$ 195,00
- PAGSEGURO: Este curso possui a opção de pagamento via PAGSEGURO em até 18x no cartão de crédito. Basta escolher, no ato de sua inscrição, a opção de pagamento "pagseguro" para que seja liberado, na próxima página, o link de acesso ao Pagseguro para que efetue seu pagamento.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Da profundeza
Gosto de nadar. Gosto de nadar no mar. Gosto de surfar também, mas percebi que de uns tempos pra cá fiquei medrosa. Com medo do que tem lá embaixo, o que tem no fundo, no escuro, na espuma da onda, no redemoinho ou aonde o pé não alcança.
Outro dia, lembro, estava nadando os 700 metros na praia da Pinheira, no sul do Brasil. Coloquei os pés de pato, meu maiô preto, os óculos, prendi o cabelo. Aqueci um pouco e mergulhei em direção ao fundo da praia. Água estava gostosa, nem fria nem gelada. As primeiras braçadas são sempre uma delícia, pois o corpo anseia, feito recomeçar a andar de bicicleta. Nadei até mais ou menos 1/3 do percurso e em dado momento me senti sufocada. O sol estava quente, porém a água gelada. Na parte superficial morninha, mas quanto mais funda, mais gelada ia ficando, como partes da geladeira de casa.
Nadei uns 30 metros e na metade do percurso cansei de maneira diferente do que normalmente acontecia. Resolvi boiar na água e olhar para o sol. Senti vontade de chorar. Lembrei de minha avó, e aí foi inevitável. Pedi a ela que me ajudasse, pois não sabia mais a direção que meus pensamentos deveriam tomar. E se deviam ter algum rumo pré estabelecido. Eu estava de férias mas numa depressão profunda e não queria mais ser um peso para meus pais, nem o significado de umas férias chatas para minha filha. Existia um grande ponto de interrogacão na minha vida no meio daquele mar.
Então ali parei e boiei. E notei que a água me levava para algum lugar e eu não me entregava, não confiava. Ficava retornando a uma postura sentada novamente, batendo os pés, olhando para o fundo do mar e para a beirada, escutando de longe a conversa daqueles na areia e das criança brincando nas ondas. Pensei: "por onde andará a minha criança, que se permitia cair e levantar?"
Olhei pro sol novamente e percebi que eu estava sofrendo. E não sabia porque. Lembro que eu planejava e ansiava e rezava para que minha vida tomasse um rumo, que eu queria muito aprender a arte do desapego e acima de tudo aprender a me amar.
Continuei nadando em direção a outra ponta da praia. No meio do caminho novamente a sensação de peito apertado, o que podia sim significar... "Estou com sintomas de pânico", pensei.
Olhei pro fundo da água e de repente ficou mais escuro. Será que eu me afastara demais da beirada? Não podia enxergar nada, por mais que tentasse. E comecei a nadar com maior velocidade, e mais, e assim comecei a cansar. Foi quando percebi algo escuro no fundo da água. Estremeci, pois poderia ser qualquer coisa. Fiquei com medo de tartarugas ou arraias. Bati os pés com força nadando de costas em direção a beira d'água numa velocidade incrível, a beira do desespero. Parecia que não saia do lugar, o que me deixava sem entender, num lugar que cresci nadando. Com mais esforço e mergulhando para tentar sair da água mais rápido do que quer que fosse que eu vi lá no fundo, sem menos esperar percebi que eu já estava no raso. Era só ficar de pé. Minha respiração era ofegante, eu não estava entendendo nada.
Tirei o óculos, coloquei as mãos na cintura. Respirei buscando fôlego. O sol estava bem quente pois beirava meio dia. Não era possível o que estava acontecendo, eu sempre nadei ali. Olhei para os lados, olhei para o fundo do mar novamente. Não era um dia onde a água estava das mais claras, mas eu sabia que devia tentar novamente. A sensação que tive é que estava suando dentro dágua.
Coloquei o óculos de natação, pois o que quer que fosse, estava ali para me impulsionar e não me morder. Eu sempre amei e respeitei o mar. E precisava vencer aquele medo. Eu sabia que não estava emocionalmente bem no fundo de mim e precisava olhar com carinho para saber porque não. E percebi que aquela projeção no fundo do mar era uma ilusão minha.
Foi quando comecei a nadar novamente, e com a ajuda de um raio de sol rasgando a água e tocando a areia do fundo, pude perceber que o escuro no fundo d'água era nada além que minha própria sombra. Minha própria sombra!
Ela sempre me seguiria! Minha luz e minha sombra me completando. E ela sempre esteve ali e sempre estaria. A sensação foi de um certo alívio e de aceitação também. Pensei em quantas coisas e sentimentos e projecções ja deviam ter acontecido nesses 36 anos frutos de meus medos e formações mentais? Mas na correria do dia a dia a não atenção no momento me impedira de olhar mais perto, desembaçando a visão interna afim de perceber a verdade?
E no final, eu, sombra, água, céu e sol éramos um só. Meras projeções do que tem dentro, lá fora. No fundo, no fundo, é a sua sombra que você sempre vê.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Restaurativa em abril e maio






